Ciclo da Recusa Alimentar

Sabe quando a hora da refeição está longe de ser um momento tranquilo e prazeroso em família?! Pelo contrário, você já sabe que será tenso e cheio de preocupações, porque a criança se recusa a comer, ou reusa vários alimentos e na intenção de ajudar a criança a família faz inúmeras tentativas… mas o resultado é sempre o mesmo: choro, agitação, boca fechada, cuspe, frustração…

Essa é uma pequena parte do Ciclo da Preocupação (Worry Cycle), descrito pela autora Katja Rowell, o qual adaptamos para o ciclo da recusa alimentar.

Segundo Katja, a maior parte das crianças que apresentam dificuldades na alimentação passaram por algum desafio como nascimento pré-maturo, alimentação dolorosa ou difícil, trauma, desafios sensoriais, pressão e medo em torno do peso ou da nutrição… sendo que os pais sofrem por sentirem se responsáveis, sobrecarregados ou culpados por não conseguirem ajudar seus filhos a se alimentarem. Isso se agrava com a falta de apoio de familiares e até da área médica (despreparada para orientar na recusa e seletividade alimentar). 

Os maus conselho de amigos, familiares, orientações equivocadas de internet e de terapeutas da alimentação (no nosso caso pediatras, nutricionista, fonoaudiólogos, etc) despreparados, como: “tem que fazer essa criança comer”, ou “nenhuma criança morre de fome” então “deixa a com fome pra ver se não come”, ou “se ela não come essa comida, dê a ela o que ela come”, ou “não permita que ela coma doces”, “tranque os armários”, … direcionam para práticas contra producentes na alimentação.

Essas práticas tem o objetivo de fazer a criança comer mais ou comer menos. De consumir alimentos diferentes do que ela aceita. E no fim das contas o que acontece é uma enorme pressão sobre a criança que a coloca cada vez mais em uma situação de “insegurança” e desconforto. E a faz reagir com mais resistência e recusa.  E assim o ciclo vai se estabelecendo.

Preocupações com a alimentação da criança, que levam a práticas contraproducentes, que geram pressão, que leva a mais resistência por parte da criança, mais pressão, mais resistência, mais pressão, mais resistência…. e a família se sente circundando um cano,  um ralo, como em um “buraco negro”… cada  vez mais difícil de sair.

E realmente essa é a realidade de muitas famílias que já acompanhei. E se você está aqui lendo esse texto agora, talvez também seja a sua. Mas, a boa notícia é que temos como sair do ciclo!! E o primeiro passo para quebrar o ciclo da recusa é buscar orientação especializada e deixar de seguir os conselhos contraproducentes. Identificar qual é o problema que estamos buscando solucionar e até se realmente existe um problema de alimentação ou temos que iniciar por um ajuste de expectativas. A geração dos pais de hoje, carrega muitas crenças e aprendizados de um tempo que a alimentação não era vista e entendida da forma que conhecemos hoje. E a origem do problema inúmeras vezes está aí, na expectativa que temos como pais de como deve ser alimentação dos nossos filhos.

Tudo que você precisa saber para abandonar as práticas contraproducentes e adotar técnicas responsivas na alimentação da sua família, você encontra no meu curso Criança NutriAtiva, acesso o link. https://criancanutriativa.kpages.online/metodocqc E para mais informações, continue acompanhando através do Instagram @nutrifabilima.

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